Iván Duque toma posse e discursa como presidente da Colômbia: 'Chega à presidência uma nova geração'

Nenhum comentário
O novo presidente da Colômbia, Iván Duque, tomou posse do cargo que vai ocupar até 2022 em cerimônia em Bogotá na tarde desta terça-feira (7). Segundo o jornal colombiano "El Tiempo", chefes de 10 países das Américas estiveram presentes no evento. O presidente do Brasil, Michel Temer, não compareceu.

Na cerimônia, Duque, considerado direitista, propôs um "pacto pela Colômbia" e disse que vai governar a Colômbia "superando as divisões de esquerda e direita" no país.

"Hoje chega à presidência da Colômbia uma nova geração motivada pelo serviço e não pelo exercício vaidoso do poder", afirmou Iván Duque.

O novo presidente também fez um duro discurso de combate à corrupção "que tem deslegitimado o Estado", um dos pilares do então candidato durante a campanha eleitoral. "Nos doem muito os escândalos na alimentação escolar, no sistema de saúde, nos projetos de infraestrutura, nos abusos da contratação direta ou nos perigosos cartéis", citou.

"Vamos punir severamente as empresas, donos e gestores que corrompam funcionários, proibindo perpetuamente contratações com o Estado", prometeu o presidente Duque.

Duque disse, ainda, que vai garantir "reparação moral, material e econômica" às vítimas dos conflitos armados na Colômbia, que deixou mais de 260 mil mortos em 60 anos. Ele prometeu reavaliar as discussões de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN), um dos grupos que atua no país, após o governo do antecessor, Juan Manuel Santos, ter obtido pouco sucesso nas negociações.

Também tomou posse a vice-presidente colombiana, Marta Lúcia Ramirez. Ela é a primeira mulher a assumir o cargo no país.

Crítica ao antecessor e aceno a Uribe

Em discurso, o presidente do senado colombiano, Ernesto Macías, criticou indiretamente o antecessor de Duque, Juan Manuel Santos. O parlamentar disse que o novo chefe da Colômbia "recebe todas as esperanças" para tirar o país "da cova em que se encontra".

Macías também fez um aceno ao ex-presidente e padrinho político de Duque, Álvaro Uribe, que governou a Colômbia de 2002 a 2010:

"É oportuno dar [a Uribe] um reconhecimento por ter salvado a Colômbia da inviabilidade", disse o presidente do Senado colombiano.

Segurança reforçada

Havia a preocupação de que algum incidente pudesse ocorrer durante a posse, principalmente depois de ataques coordenados por dissidentes das Farc matarem um policial na noite de segunda-feira.

Assim, o governo colombiano reforçou fortemente a segurança nos arredores da Praça Bolívar, em Bogotá, onde ocorreu o evento. Imagens mostram militares armados com fuzis desde muito antes da cerimônia.

Senador barrado

O senador da oposição Carlos Lozada, das Farc — que, agora, são um partido político —, afirmou nas redes sociais que foi barrado da cerimônia de posse de Duque.

A equipe de Duque negou que tenha dado ordem para barrar Lozada ou qualquer outro parlamentar das Farc, segundo o jornal "El Tiempo".

Um dos motivos atribuídos para a vitória do atual presidente nas urnas é a posição contrária ao acordo de paz do governo com o grupo com quem a Colômbia viveu intensa guerra civil.



G1


Nenhum comentário

Postar um comentário