Fiat Cronos Precision encara Chevrolet Cobalt LTZ: qual sedã manual leva a melhor?

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Com o lançamento do Fiat Cronos, a marca passa a contar com um novo representante na faixa de mercado entre R$ 55 mil e 80 mil reais, dominada por diversas opções de sedans compactos e medio-compactos. Apesar de Volkswagen Virtus e Honda City serem os oponentes mais diretos do Cronos, o Auto REALIDADE opta por compará-lo com o Chevrolet Cobalt pela relativa igualdade de condições: ambos contam com motor 1.8, câmbio manual e possuem porte parelho.


O Cobalt passou por sua última atualização visual no final de 2015, que o deu linhas mais elegantes, mas que ainda não chegam perto da ousadia estética do sedan da Fiat. Apesar do fator novidade e das linhas do Cronos serem mais belas, o representante da General Motors leva vantagem no tamanho: a distância entre-eixos é 9,9 centímetros maior e o porta-malas, 38 litros mais espaçoso. Não por acaso, o Cobalt tem lugar reservado nas frotas de táxis e de locadoras. Mas este é apenas um dos aspectos pelos quais um sedan merece ser analisado.


Por dentro, o Cobalt é simples e compartilha diversas peças com o irmão menor Prisma. O quadro de instrumentos digital monocromático com iluminação azul, que no seu lançamento em 2011 parecia moderno, fica defasado diante da tela colorida de 7 polegadas (opcional) que está entre o conta-giros e o velocímetro do Cronos...



...que traz diversas informações (indicação individual de porta aberta, temperatura do óleo, tensão da bateria, informações de som, etc). Já o ar-condicionado do sedan da Chevrolet não traz o filtro de partículas de fábrica.


Ambos trazem sistema multimídia com telas de 7 polegadas sensíveis ao toque e funções parecidas, inclusive o espelhamento de tela de smartphones compatíveis com Android Auto e Apple CarPlay. Mas só o Cronos dispõe de auxiliar de partida em ladeiras, duas entradas USB, som com 2 tweeters, retrovisores com luzes de seta, lâmpadas de cortesia e função tilt-down ao engatar a ré, volante com ajuste em profundidade (no Cobalt, só em altura), bem como opcionais como ar-condicionado digital automático, câmera de ré, sensor de chuva, espelho interno anti-ofuscante, acendimento automático dos faróis e chave presencial com partida por botão.


O Cobalt retruca ao ser o único com sistema de assistência OnStar que inclui serviço de concierge, porém este serviço só é gratuito por 6 meses. O Chevrolet também traz luz traseira de neblina e controlador automático de velocidade, que no Fiat é vinculado ao câmbio automático.



Quando o assunto é comodidade dos ocupantes traseiros, apesar do Cobalt trazer mais espaço, o Cronos é que vem com mais locais para guardar objetos: vem com porta-latas nos forros de porta e um porta-revistas adicional. E mesmo pessoas altas se acomodam bem no carro da Fiat.

Apesar do Cobalt ter porta-malas de 563 litros (ante 525 L do Cronos), a praticidade do habitáculo é menor, já que o encosto e o assento do banco traseiro são inteiriços. Assim, quando cargas mais longas são transportadas, só duas pessoas conseguem andar no carro, ante 3 ou 4 no Cronos. Outro desleixo do carro da Chevrolet é a parte interna da tampa estar em ferro vivo, que pode até machucar os dedos da pessoa, enquanto o Cronos traz forro com uma tira para fechar a tampa sem encostar na carroceria. E há mais um detalhe cada vez mais esquecido: o estepe do carro da Chevrolet é emergencial ao pé da letra, de medidas 115/70 com roda aro 16. No Cronos, o pneu sobressalente também não é do mesmo tamanho das outras rodas, mas o pneu 185/60 com roda de ferro de 15 polegadas está bem mais próximo dos outros que estão no chão (195/55 R16).

Em segurança, o Cronos abre ainda mais vantagem. Só ele possui controles de tração e estabilidade de série, assistente de partida em ladeiras, luzes de seta laterais e airbags laterais (opcionais). O Cobalt traz airbags frontais, freios ABS com EBD e fixações ISOFIX e Top Tether para cadeirinhas infantis, só que o passageiro no meio do banco traseiro dispõe apenas do cinto subabdominal, enquanto no Cronos há cinto de 3 pontos e apoio de cabeça ajustável.

Os motores, apesar da cilindrada declarada ser a mesma, são bem díspares. A Fiat ajustou o E.torQ (que possui 16 válvulas) para oferecer melhor desempenho, e de fato o Cronos leva vantagem nas acelerações, retomadas e velocidade máxima, mesmo pesando significativos 144 quilos a mais. Já o 1.8 Família I do Cobalt, com 8 válvulas, foi readequado para gastar menos combustível (além disso, o câmbio possui 6 marchas, contra 5 do oponente), embora na prática a diferença seja pequena. Os números de potência e torque no Cobalt são menores, mas em compensação são alcançados em rotações mais baixas do motor.



Ao dirigir ambos, fica evidente a pegada mais familiar do Cobalt, enquanto o Cronos diverte mais o motorista. Ambos trazem alavancas de câmbio com engates macios, um pouco mais longos no Fiat. O GM traz pneus 195/65, que favorecem um pouco mais o conforto em pisos irregulares (195/55 no Cronos). Em compensação, o diâmetro de giro do sedan da Fiat é menor (10,5 x 10,9 metros), o que pode ajudar em algumas situações de aperto nas manobras.


Apesar das diferenças evidentes entre Cobalt e Cronos, o preço de compra não é tão diferente: o Chevrolet custa R$ 68.390 com pintura metálica, e o Fiat, R$ 70.330 com os opcionais do carro avaliado. Quem fizer questão de itens como sensor de chuva, faróis com acendimento automático, banco traseiro bipartido, câmera de ré e bancos de couro no Cobalt deve optar pela versão Elite (R$ 74.350), que é disponível unicamente com câmbio automático.



Neste confronto, o Fiat Cronos se sai como o vencedor por ir contra a maré deste segmento e oferecer uma ampla gama de equipamentos de segurança e comodidade para quem prefere o câmbio manual, além de ser mais barato que o GM quando básico - e de aliar estilo elegante, prazer ao dirigir e bom espaço interno para passageiros e bagagem. Mas o Chevrolet Cobalt não deixa de ser uma opção que valha a pena ser analisada no segmento, especialmente se espaço para passageiros e bagagem estiver entre as prioridades.



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